terça-feira, 25 de fevereiro de 2014


POR QUE O DESERTO?
 O deserto aponta para uma fase em nossas vidas determinada por Deus para nos amadurecer e aprofundar no relacionamento com Ele. É um tempo difícil para a carne e para o ego, pois normalmente o deserto vem para golpeá-los.
Sabemos que Deus é pai, que nos ama e zela de nós com grande cuidado. Quando estamos no deserto, normalmente nos entristecemos achando que Deus não nos ama, não nos ouve e que nos rejeitou. Mas é exatamente o contrário! Nunca gostamos do deserto porque somos infantis no conhecimento de Deus. Tal como as crianças, nós gostamos do que é agradável, mas detestamos o que nos causa desprazer.  Deus não tem compromisso em nos ser agradável. Ele tem a decisão de fazer o que será melhor. Muitas vezes o que fazemos não agrada nossos filhos, mas não nos perturbamos.  Sabemos que o que fazemos é o necessário. É o melhor. É com essa ótica que Deus nos envia ao deserto.
Só somos totalmente conhecidos quando colocados sob pressão; e esta pressão vem para que se torne conhecido o que realmente somos. Nós achamos que nos conhecemos bem. Que engano!
O deserto vem para nos decepcionar com toda expectativa e esperança colocada no homem. Isso não é negativo, é muito bom para nós. Passamos a ter como única alternativa o Senhor.
Na solidão do deserto parece que não mais ninguém com quem podemos contar. Todas as pessoas se tornam distantes, impessoais e parecem não nos compreender. Isso é obra de Deus. Ele quer se tornar o nosso amigo mais íntimo, nosso companheiro de todas as horas, o ombro amado onde choramos as nossas tristezas. Ele se torna no deserto a única pessoa a quem podemos recorrer.
No deserto não tem água, não tem vida, não tem descanso. calor e exaustão. Nossas energias naturais vão se esgotando pouco a pouco até não haver mais nenhuma força, nenhum animo nenhum entusiasmo. O tempo do deserto é tempo sem sabor, sem cor, sem novidade sem sentimento.  Deus retira todos os estímulos naturais que nos animavam no natural. O alvo de Deus é nos livrar da dependência da nossa vida natural e nos capacitar a depender inteiramente do Seu Espírito.
No deserto conhecemos a face de Deus, ao mesmo tempo em que nos conhecemos. Esse contraste entre a Glória e a miséria é que nos torna verdadeiramente humildes. Ao sairmos do deserto, saímos convencidos de que não em nós mesmos nada útil para Deus, nada próprio para Deus, nada próprio para o Reino.
Deus espera sempre uma atitude responsiva no deserto. Mas o que é ter uma atitude responsiva? É sermos maleáveis. É não nos endurecermos ante aquilo que Deus vem golpeando. É tão triste ver crentes sendo tratados por Deus que ao invés de se humilharem fortalecem ainda mais as antigas posições. Muitas vezes corremos esse risco de não sermos sensíveis e não percebermos que aquilo de negativo que está acontecendo é Deus desejando nos falar e nos mudar.
Quanto mais resistirmos em nossa obstinação e dureza mais tempo passamos no deserto. E quanto mais o tempo passa mais duro vai se tornando  o deserto. Deus nos envia ao deserto para nos levar á semelhança de Cristo, entretanto algumas pessoas são tão duras, empedemidas e obstinadas que acabam morrendo no deserto. Que seria morrer no deserto? É viver a vida inteira resistindo a Deus e sendo resistido por Ele. Não se usufrui de sua graça, de sua bênção, do seu descanso e da sua vida. Nada na vida dos tais funciona. Tornam-se pessoas amargas e críticas. Acham tudo muito falho. Estão sempre cheias de auto-piedade, de cobranças aos pais aos amigos a aos líderes na igreja.
Moisés passou 40 longos anos no deserto para que Deus pudesse usá-lo. Por outro lado o Senhor Jesus passou somente 40 dias. Moisés foi mais duro que Jesus 365 vezes.
Nosso Deus não tem prazer no deserto. Ele tem prazer é em nossa resposta. Há pessoas que contam do seu longo tempo no deserto como se estivessem com grande vantagem. Quão ignorantes são! Estão somente dando testemunho de sua grande dureza de coração. Não devemos endurecer-nos, pelo contrário devemos amar a disciplina do Senhor cedendo rapidamente e mudando de coração e de atitudes.
 Na escola de Deus não se pode pular de cartilha. Se somos reprovados, em algum tempo depois passaremos pelo mesmo teste. Isso se repetirá até darmos a Deus a resposta de quebrantamento e mudança que Ele espera de nós.